Bem vindos!!!!!!!

Preparem-se para conhecer um mundo diferente, um lugar onde qualquer pensamento será validado, desde que respeitemos o direito de todos, acreditemos que o impossível é possível. Venham, olhem, critiquem, reflitam, aproveitem, pois esse espaço não é pra ser individualizado. Vamos fazer algo coletivo!

domingo, 23 de janeiro de 2011

Longe!

Então ele pulou em seu cavalo e seguiu uma nova trilha... Andou por tempos e tempos querendo saber qual o seu destino, mas não havia destino. E ele se perguntou o que fazer já que não dá mais parta voltar, ele está tão longe... Ficou tudo tão longe... O pobre coitado a deriva não sabe mais o que fazer, está tudo tão difícil e ele se sente tão longe... Nado o orienta mais, seu cavalo coitado já não aguenta mais o tempo que andou, e anda e cada vez mais ele está longe... Muito longe. Quem sabe alguma coisa aconteça, um estalo apareça e seu objetivo não esteja mais tão longe, mas esteja aqui. o que ele quer é não está tão longe, pois tudo está muito longe. Só quer estar perto de si. Perto de seus sonhos e dizer: - Eu estou aqui! Não estou mais longe! Pobre coitado, sofre com o tempo que passa e as coisas não mudam. Continua tudo tão longe... O que ele quer é seguir adiante, construir uma nova trilha, seguir o seu rumo, continuar em seu cavalo, fugir a galope, correr para qualquer canto que não o deixe tão longe. Afinal nada mais esconde a sua solidão.
Não quer mais estar na contra-mão, tão longe, só e isolado... Jovem cavaleiro, foge a galope, mas nada acontece, o mar não chega, seu mundo some e ele se sente cada vez mais só. Ele e seu cavalo... Cada vez mais longe.

Jackson Caetano
23/01/2011

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

"EU & VOCÊ"

Com todo o pesar de não ser continuado, ele quis fazer as coisas diferente. Lutou, procurou por todos os lados, mas nada parecia puro, nada que merecesse ser amado. Este homem então desesperado, não queria mais ficar tão triste, sozinho no mundo  abandonado, numa cena de um filme triste. Cena esta que insiste em ser reprisada e em um determinado momento ele se acovarda, nada mais faz sentido. Se joga nos travesseiros, chora até conseguir um cochilo, porém o sono não é longo, logo, logo ele acorda. Percebe que suas forças já estão indo embora. E mais uma vez ele luta, ele tenta se reerguer diante dos escombros que tinha escrito "EU & VOCÊ". Agora nada interessa, não sabe o que pensar, só pensa em viver sua vida pra depois voltar a mar. No lugar em que construíra tantos projetos e sonhos, hoje não resta mais nada só há dor e abandono. Mais uma vez ele volta e tenta se recompor. Se recompor da derrota de ter perdido um amor, amor que pensou ser eterno, amor que sempre sonhou. Amor de uma vida inteira, ter aquela mulher por perto (ao seu lado sua companheira).
Mas nem tudo são flores na vida desse rapaz que continua a ter força, mesmo que não tente mais. Ele luta, corre, se joga, tenta se surpreender, mas os pensamentos o devoram, não tem mais "EU & VOCÊ". 
Tudo foi embora, só restou solidão e esta o apavora, o persegue desde então. Lutai meu caro homem! Sejas forte e guerreiro! Quem sabe sejas reconhecido e recompensado por inteiro? Agora a dor da derrota pode te torturar, mas pelo menos você foi bravo e nunca deixou de lutar. Você que foi tantas coisas, não precisará mais sofrer. As dores um dia passam, quem sabe reescreva um outro "EU & VOCÊ"?

Jackson Caetano
12/01/2011

Luta!

Lutando por espaço ele correu,
Correu tanto até que se percebeu só
E na sua solidão ainda não tinha espaço.
Espaço sofrido que não encontrou
Afinal o que esperava este jovem senhor?
Continuou lutando, desbravando caminhos,
Mesmo este sendo longo, triste e sozinho.


Ele correu, lutou e chorou
Querendo mais espaço, espaço sem cor.
Espaço estranho, sem vigor sem encanto.
Mas o homem, sabe saber
E o que é o espaço pra te satisfazer?
Vive sonhando, querendo o improvável
Mudando seus rumos, procurando espaço.


Ele chorou, se sentiu um fracasso
Andando sem rumo, com espaço e aprisionado.
O Homem protesta, pois quer se libertar
Se libertar de algo que nem sabe falar
O homem coitado não sabe o que quer,
Sente preso quando solto
No seu espaço qualquer...
O espaço inexistente, te deixa louco, carente,
Por isso que luta
Até ficar morto (semente).

Jackson Caetano
(12/01/2011)

Gostar?

Correr, gritar, chorar,
Cantar, pensar, sonhar, sentir,
Amar, viver, querer, poder,
Falar, gostar, sonhar, amar,
Amar, correr, gritar, parar,
Chorar, amar, sonhar, viver,
Cantar, dançar, sonhar, querer,
Gostar, parar, sentir, chorar,
Gritar, sonhar sonhos impossíveis,
Gritar de medo quando sonha,
Gostar de ser melhor do que sou,
Viver o amor que sinto e me encanto
Cantar para os ventos
Cantar os meus prantos.
Amar, sonhar, cantar o que gosto.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Fulga..

Então... Ele corre para um lado, corre para o outros e percebe que não será tão fácil escapar. Este homem ferido não consegue mais lutar contra tudo o que acontece nesse momento. Sente-se preso entre as paredes da solidão, chora a dor de um coração, jovem desiludido, inconsolado, banido forasteiro em nova história, infeliz se sente agora. Não há canto em que se sinta bem, não tem amor, não tem ninguém. O homem está só, luta só, chora só e provavelmente morrerá só. Tenta se esconder em seus sonhos, mas os sonhos são muito frágeis, tentar dormir a noite, mas logo o sol se abre. Homem está correndo, não tem direção para ir e por isso seu oxigênio mais raro ficará até o fim. Lutar, correr, gritar, gemer, tudo isso ele faz mas nada está ajudando, pois o que ele queria era realmente está amando. Amar aquela mulher, que ele idealizou um dia, ter a bela menina que sonhou com poesias. Fazer todas as coisas que só ele é quem fazia.
Então ele se sente incompleto, solitário, abandonado, praticamente um sem tento. Sonhar não é mais algo então, é uma necessidade para que ele possa tentar encontrar sua felicidade e sair dessa gaiola que o cerca de maldade. Como todo amador, ele não merece sofrer, deve lutar pelo amor que um dia virá a viver, sentir, curtir e sonhar sua mulher seu bem querer. Voltar a construir coisa, palácios belos sem fim, para que mais nunca ele possa ficar triste assim. Construir em solo propício, construir um amor do início para que só a morte possa dar um fim. o amor o joga pra longe, mas ele se sente discreto, pois contudo ainda tem forças para tentar novamente com afeto.

Jackson Caetano
10/01/2011

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

José

 E agora, José?
A festa acabou,
a luz apagou,
o povo sumiu,
a noite esfriou,
e agora, José ?
e agora, você ?
você que é sem nome,
que zomba dos outros,
você que faz versos,
que ama protesta,
e agora, José ?

Está sem mulher,
está sem discurso,
está sem carinho,
já não pode beber,
já não pode fumar,
cuspir já não pode,
a noite esfriou,
o dia não veio,
o bonde não veio,
o riso não veio,
não veio a utopia
e tudo acabou
e tudo fugiu
e tudo mofou,
e agora, José ?

E agora, José ?
Sua doce palavra,
seu instante de febre,
sua gula e jejum,
sua biblioteca,
sua lavra de ouro,
seu terno de vidro,
sua incoerência,
seu ódio - e agora ?

Com a chave na mão
quer abrir a porta,
não existe porta;
quer morrer no mar,
mas o mar secou;
quer ir para Minas,
Minas não há mais.
José, e agora ?

Se você gritasse,
se você gemesse,
se você tocasse
a valsa vienense,
se você dormisse,
se você cansasse,
se você morresse…
Mas você não morre,
você é duro, José !

Sozinho no escuro
qual bicho-do-mato,
sem teogonia,
sem parede nua
para se encostar,
sem cavalo preto
que fuja a galope,
você marcha, José !
José, pra onde ?

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Super-tição na terra do Cão

E lá está ele deitado, envolto de uma poça de sangue, não sabe o que aconteceu. Parece que ainda respira, seus batimentos cardíacos estão mais lentos, ele está desacordado. Algumas horas depois ele acorda e percebe que tudo está diferente, se apresenta para ele um ambiente extremamente ostil o qual ele nunca tinha conhecido antes. O que será que aconteceu com este herói?
Deitado mesmo começa a nalisar o ambiente e nota que está todo molhado, melado com seu próprio sangue. Daí lhe vem as lembranças daquela manhã em que estava tentando se divertir. Mas os pensamentos estão atordoados e então ele começa a despertar...
Tem algo diferente, as pessoas não estão felizes... o mundo é outro.
Ele é recepcionado por um grupo de pessoas que o chamam de “carne fresca” e estes querem despi-lo (até por que poucos têm roupa naquele lugar), ele se debate na tentativa de se livrar do grupo, mas estes parece estar dominados pelo desejo de subtrair aquelas vestes. O super-tição continua no chão e não percebe que o líquido derramado no chão é sangue, o seu sangue. As suas roupas meladas já foram retiradas pelos moradores daquele lugar, ele estava só de cueca e ainda deitado na poça de sangue.
Mais uma vez ele dormiu... e parece que enuqnato dormia pedia para que tudo fosse um sonho. Mas não amigos, esse lugar não era pesadelo. Era real e o Super-tição estava lá.
No outro dia ele se levantou todo sujo, e notou que suas costas estava ferida e que os ferimentos eram graves. Olhou para os pulsos procurando seu amuleto e viu que não estava com ele. Assim ele era um comum... E nesse novo lugar, parece que não conseguiria ficar muito trempo.
No dia seguinte amanheceu e tudo estava muito quente. Para ele era umas 06 horas da manhã e o sol parecia aquele de meio-dia. Ele sente sede, mas não vê quem possa te dar água. Então percebe que aqueles que tinha furtado suas vestes continuavam nus, e que outros é que as estavam usando. Notou aí que tinham líderes. Ainda fraco e cambaleando ele andou a procura de água e comida (ninguém para para ajudar). Caminhou até cançar, e começou a notar que tudo seria muitoo difícil. Ainda estava confuso e nada ajudava nessa nova jornada.
Uns caras começaram a se aproximar na intenção de intimidá-lo, mas ele “não comeu regue”. Virou para os caras e começou a encará-los (afinal sabemos que esse cara é marrento). Daí iniciou o debate.
- O que você está fazendo aqui ou seu merda? (perguntou o líder do grupo)
- Rapaz... Não é de sua conta... (respondeu o Tição)
O líder questiona - Como é seu verme? Você sabe que sou o único que pode amenizar sua estadia nesse lugar saco de fezes. Sou eu quem manda em tudo aqui, este é meu território.
Tição retruca - Que território de ninguém, não babo ovo nenhum para sobreviver seu frutinha?
O líder dá risadas – Você está realmente vivo?
Como assim? Ele se pergunta. O que aconteceu comigo?
Continua o líder - Achar mesmo que está vivo se pergunte por que suas costas estão tão machucadas. Você já morreu seu otário e eu é que sou o rei desse pedaço em que você veio parar. E imagina... Aqui você vai pedir para morrer e não poderá.
O super-tição então fica assustado. É muita informação para ele.
Então tição pergunta. – Que besteira é essa que você está falando seu idiota, porque vim parar nesse fim de mundo?
O cara responde - Seu otário, parece que você não fez coisas boas onde você estava, pois aqui só vem quem não é bom. Você não era só um sobrevivente, isso eu tenho certeza.
Super-tição fica mais confuso ainda com aquela conversa, dá as costas e sai andando.
Então o líder pergunta... – Quem disse que terminou nossa conversa? Como falei sua bicha aqui as coisas só acontecem quando eu mando e se eu não mandei você ir embora você fica aqui mesmo ende estava.
Tição já com os nervos abalados responde – Vai se lenhar rapaz... Já falei que quem manda em mim sou eu, você não passa de uma bichona cercada de outras bichas que têm medo de você. Mas eu não tenho medo, eu sou o Tição.
O líder retrunca... - Você acham mesmo que aqui é igual de onde você veio não é?
Tição continua andando então do nada tudo fica escuro...

terça-feira, 2 de março de 2010

Super-tição (A morte)

O dia amanheceu ensolarado e ele se preparava para ir à praia para se distrair. Ele colocou sua sunga vermelha, sua bermuda branca e uma camisa regata verde, colocou o protetor solar no bolso e R$ 80,00 na carteira. Quando estava saindo então de seu barraco, sentiu que lê faltava algo (os seus braceletes, aqueles que foram dados pela sua avó). Assim ele não teria seus super-poderes, mas mesmo assim ignorou o fato e foi para a praia. Andou para o ponto de ônibus e pegou uma condução que o deixasse no porto da barra. No percurso entraram dois caras, um foi para os primeiros bancos do veículo e o outro sentou na cadeira próxima do “cobrador”, ele não percebeu nada (afinal estava descoberto, sem seu amuleto). Então quando chegava na Ondina ambos os caras anunciaram o assalto. Ele não sabia o que fazer, pois não saiu preparado para pegar bandidos, saiu para se divertir, mas parece que herói não pode ter vida própria, tem sempre que ser um mártire, esquecer de si e de sua família. Os caras pareciam inexperientes, mas ele não poderia arriscar, afinal tinham inocentes no ônibus e poderiam sair feridos. Mas ele não podia ficar sem fazer nada.
Os caras estavam coletando os pertences dos passageiros até que chegaram até ele. Quando então ocorreu um grande problema, o que se sentou atrás o reconheceu e começou a ficar mais nervoso do que já estava. Pegaram ele, apontaram o 38 cano curto para a sua cabeça e ameaçaram de atirar por três vezes. Então não podendo mais agüentar com tanta tenção ele reagil. Pegou a arma da mão do cara, mas não deu conta que o outro estava com uma faca, e esse o apunhalou nas costas, fazendo com que a lâmina atravessasse o seu pulmão e perfurasse o seu coração.
Os assaltantes saíram correndo logo após o ocorrido e todos da condução correram para cima dele para tentar ajudar, levaram ele para o HGE, com ferimentos graves. Foi atendido no pronto socorro onde ficou vivo por mais vinte e cinco minutos. E assim morreu ele, o vigilante da justiça, o grande herói dos pobres. Morreu por um erro bobo, por não se precaver, por querer ter um dia de folga.
No seu funeral tinham poucas pessoas, afinal sua família era bem pequena e pobre, e não tinha ninguém para agradecer os seus esforços, seus préstimos, sua bravura.
Que durma em paz, Super-tição.